Antonio, carioca de 50 anos
País: Brasil
Cidade: Rio de Janeiro
Casado com Sonia
Pai de Lívia e
Evelyn
Netos:
Gabriel e Giovanna
Genro: Wagner
Gosto: de dirigir,
pescar, dormir depois do almoço, viajar; E-mail:aregly@gmail.com
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Campanha Viva Henrique
Para saber mais sobre a campanha clique no selo acima para visitar o blog
Viva Henrique
Cada um de nós tem dificuldade em perdoar e pedir perdão. Uns mais, outros menos. O problema é agravado quando, além de não conseguir fazer uma ou as duas coisas ao mesmo tempo, a pessoa decide guardar raiva, rancor, ressentimento, tudo com “r” de ruim.
Perdoar é uma decisão. Esta decisão deve ser completa. Uma vez tomada a decisão de perdoar, não permitir que a ofensa continue trazendo peso sobre o ofendido, ou seja, você mesmo. É o que chamamos de “colocar uma pedra em cima”.
Sabemos que debaixo da pedra está a ofensa, mas decidimos não mais olhar para ela. Também decidimos que não levantaremos a pedra, mesmo que recebamos uma nova ou mais grave ofensa da mesma pessoa que nos ofendeu. Primeiro, porque decidimos perdoar. Segundo, porque decidimos colocar no seu devido lugar o fardo da ofensa recebida.
Penso que a dificuldade para perdoar está no pensamento de que o perdoador terá de esquecer a ofensa, como quem apaga tudo o que foi escrito com giz num quadro-negro. É humanamente impossível esquecer o fato em si, pois aconteceu. Mas é humanamente possível optar por não trazê-la à memória tanto para sofrer novamente (ressentir) quanto para lançar no rosto do ofensor (fazer refém). Não se deixar ressentir é o mesmo que esquecer. É tirar de sobre si o peso da afronta recebida.
Para algumas pessoas ofendidas, perdoar é como deixar livre o ofensor sem punição. Pensam que, uma vez perdoando, transformar-se-ão numa pessoa boba ou sem amor próprio. Estou certo de que não é verdade, que não é isso que acontece de fato. Acredito sim numa transformação para melhor: uma pessoa mais bela, mais leve, mais de bem com a vida.
Deus fez o homem com capacidade de discernir entre o bem e o mal. Deu-lhe consciência. Todas as vezes que o homem fere ou ofende o seu próximo, o faz também ao Criador. Sua consciência receberá o peso da ofensa que cometeu. Ainda que tente demonstrar o contrário, a consciência do ofensor acarreta-lhe punição. Sofrerá ainda as consequências mais adiante: perda de uma amizade, quebra de comunhão com os pais, com o cônjuge, o (s) filho (s); pior que isto, com o seu Criador. O corpo recebe a mesma carga. É a lei da semeadura“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6 : 7). Além disso, receberá o juízo divino. É desta forma que creio.
Faço algumas considerações acerca do ofendido. Se uma pessoa o ofendeu injustamente, por mais duras que sejam as atitudes ou palavras agressivas recebidas, o ofensor é, então, injusto e mentiroso, e você é inocente. Portanto, não merecedor. Tem a consciência idônea, limpa, de que não fez juz por merecê-la. Se decidir perdoar, não carregará fardo algum.
Quando a decisão é não perdoar, penso que as consequências mais desastrosas são para o ofendido que para o ofensor, em especial se este se arrepender da ofensa cometida contra aquele.
Há alguns anos atrás travei uma luta contra a liberação de perdão e guardar ressentimento. Numa discussão acalorada um amigo me disse coisas que ofendeu e magoou profundamente. Cada um seguiu seu caminho e o ressentimento começou a destruir-me por dentro e a minha comunhão com Deus.
Por providência divina, alguém que não sabia de nada me enviou duas mensagens: uma com o título “Ressentimento” e outra “Perdão”.
Ressentimento
Aprendendo a Amar e Perdoar
O modo como Deus trabalhou meu coração naquela ocasião foi tremendo. Decidi limpar meu coração das mágoas e ressentimentos e passei a viver uma nova vida. Tirei, de uma vez por todas, todo o fardo que pesava sobre mim.
Jesus ensinou como devemos agir quando das ofensas recebidas. “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” [ou seja, quantas vezes for necessário] (Mateus 18:23-24). Na oração dominical Jesus ensinou: “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6:12). Se não perdoamos, tornamo-nos mentirosos diante de Deus e nossas orações não são respondidas.
Nas vezes que ensinou sobre o perdão, Jesus foi categórico em dizer: “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15). Na parábola do credor incompassivo, aquele que teve a dívida perdoada, cujo montante era-lhe humanamente impossível pagar, mas não teve compaixão e não perdoou o seu servo, Jesus disse: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mateus 18:34-35).
A Bíblia nos ensina a não guardar ressentimentos: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Nem deis lugar ao Diabo” (Efésios 4:26-27). “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:17-21).
A decisão de perdoar tem início em Deus. Para perdoar os pecados da humanidade, Deus entregou seu filho Jesus Cristo para morrer na cruz. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”;“…porque ele salvará o seu povo [a humanidade] dos pecados deles”, respectivamente, João 3:16 e Mateus 1:21.
Deus tomou a decisão de perdoar o homem. Assim como perdoar é uma decisão, aceitar o perdão é também uma decisão.
O video abaixo situa-nos no tempo e a vida. É preciso aproveitar as oportunidades enquanto há tempo, enquanto temos vida.
Se você tem alguma pendência relativa a pedir perdão ou perdoar alguém, sugiro apresentar a situação a Deus. Conte para Deus tudo o que está sentindo. Diga o quanto se sente ferido (a), magoado (a); o quanto tem se sentido “pra baixo”, por tudo quanto disseram ou fizeram com você.
Pedir perdão e perdoar o outro, ou mesmo perdoar-se a si mesmo não é fácil; não é uma coisa simples. É preciso pedir ajuda Àquele que perdoou e tem perdoado a cada um de nós, dia após dia. Todos nós carecemos de pedir perdão e receber perdão. Assim como escrevi no início que raiva, rancor, ressentimento, escreve-se com “r” de ruim, é também com a letra “R” que escrevemos seus antídotos. RECONCILIAÇÃO, com o irmão que brigou por alguma coisa séria, ou sem sentido. RESTAURAÇÃO do casamento que está prestes a ruir, ou mesmo já tendo havido a separação, Deus pode restaurá-lo ou dar um novo rumo a sua vida. REATAR os laços de uma amizade de tantos anos cuja comunhão foi quebrada por algo simples, por um desentendimento ou ainda que tenha sido por algo sério.
Este é um dos posts mais longos que já escrevi. Tenho consciência de que maiores serão as bênçãos em sua vida que a multidão de letras deste escrito se você deliberar hoje em o seu coração pedir perdão a quem ofendeu, ou liberar perdão àquele (a) que o ofendeu.
A Bíblia diz que tudo é possível ao que crê. Crer também é uma decisão, assim como pedir perdão e perdoar e, ainda, não guardar ressentimento. Você sozinho não conseguirá fazê-lo. Mas, com a ajuda de Deus, você conseguirá.
Ontem, visitando o blog da Balinha, vi e li um post que muito me chamou a atenção: Henrique, um menino que luta. Fui direto ao blog do Henrique e cheguei à conclusão de que ele é um menino vencedor.
Henrique Cortinhas Rogge Dibbern nasceu no dia 30 de maio de 2007. Através de exame de exame de DNA foi dectado que é portador da Síndrome de Werdnig-Hoffmann, um tipo clínico mais comum e mais severo da doença Atrofia Muscular Espinhal (SMA). Apesar da doença, Henrique é uma criança feliz, carismática, inteligente; gosta de assistir desenhos na tv, adora passear, tomar banho, ficar com meus pais, e é muito abençoado por Deus.
Henrique necessita de aparelhos para continuar sobrevivendo. Existe uma possibilidade dele ir para casa, estar junto com seus pais e mais próximo da família. Isto lhe proporcionaria um ambiente melhor que o do hospital, ainda que lá seja tratado com todo amor e carinho pelos médicos, enfermeiros e demais funcionários. Mas para que isso aconteça a família precisa de ajuda financeira para aquisição dos aparelhos.
Se você se sensibilizou com a história do Henrique, desejar conhecer um pouco mais da vida deste menino vencedor acesse Viva Henrique.
Se sentir o desejo no seu coração de contribuir e ajudá-lo a voltar para casa, clique: Campanha Viva Henrique.
Para divulgação através dos blogs, o Ernani Netto teve uma idéia sensacional criando o Selo do Henrique, o qual posto abaixo.
Como o selo é específico para esta campanha, segue as mesmas diretrizes dos selos e memes, as quais estão listadas abaixo. Uma vez que a campanha é solidária e voluntária, substituirei, a meu critério, a palavra “regras” por “sugestões”. SUGESTÕES:
1 - Fazer uma postagem sobre o Henrique;
2 - Colocar o selo no post;
3 - Linkar o blog do Henrique e lá deixar um comentário;
4 - Deixar o selo visível em seu blog por pelo menos uma semana;
5 - Convidar e repassar o selo para 10 blogueiros amigos e avisá-los;
6 - Se puder, e assim desejar, colabore com algum valor na Campanha.
Como última sugestão, o Selo do Henrique não está restrito apenas aos blogs indicados. Se quiser participar divulgando, indicando-o também aos amigos, fique à vontade para fazê-lo. O mais importante é participar de alguma maneira.
Para quem não sabe, conheci a Sonia por correspondência em outubro de 1976. Fazíamos parte da juventude das nossas igrejas e estávamos inscritos na coluna Amigos Fazem Amigos da Revista Mocidade Batista (hoje Juventude), para troca de cartas, pensamentos, postais etc. Inicialmente escrevi para três irmãs: Selma, Sueli e Sonia. Somente a Sonia respondeu e tornamo-nos amigos. Tenho uma das primeiras cartas dela, com aquela letrinha de normalista.
Sonia me convidou para participar de um culto na sua igreja e eu fui. Mas ela me deu um “bolo” e não apareceu. No domingo seguinte, 13 de março de 1977 conheci a igreja, a Sonia, sua família e começamos a namorar. Não paramos mais.
Por ocasião das nossas Bodas de Estanho (10 anos de casamento) publiquei um artigo na mesma coluna Amigos Fazem Amigos, da atual Revista Juventude, com o título: Amigos Fazem Amigos e até Casamento.
Até hoje cultivamos o hábito de escrever cartas e temos outros amigos com quem nos correspondemos. Conhecemos vários deles pessoalmente e mantemos contato.
Neste 12 de junho de 2009 celebramos nosso 32º Dia dos Namorados e daqui mais uns meses, dia 10 de novembro, celebraremos nossas Bodas de Pérola, se Deus assim nos permitir.
Fiz este video registrando alguns dos nossos momentos especiais.
Para a minha namorada Sonia, mulher, amiga, companheira, mãe e avó coruja, dedico este scrap, carinhosamente cedido por uma amiga e irmã em Cristo, a Sandrinha, do Sonhos e Poesias, que deu todo o incentivo para a publicação do post.
Música: Cada Instante - Vencedores por Cristo
O relógio mal virava à meia-noite quando veio a surpresa: um grito de feliz aniversário, com direito a um salto para cima de mim, que quase me fez cair da cadeira. Menos mal, meu coração aguentou o tranco e continuou batendo. Recebi vários presentes nos primeiros minutos do dia do meu aniversário.
Sonia me deu uma bermuda e três camisetas; ganhei uma camisa muito bonita do meu futuro genro Diego; ganhei da Evelyn uma caneta Crown, pois sabe que amo ganhar canetas, ganhei o susto (que já falei) e uma surpresa que muito me emocionou e, mesmo não querendo chorar, não pude conter as lágrimas.
No último dia 18/04 compareci ao infectologista. Os resultados das biópsias (prótese e tecidos) deram negativos, não revelando a presença de bactérias. Dois dias depois, retirei os pontos da cirurgia. Apesar da aparência não ser nada boa, a ponto do meu médico declarar que não estava gostando do que estava vendo, após um bate-papo fez-me algumas recomendações: seguir à risca as orientações do infectologista; continuar repousando bastante; ter paciência e aguardar o involução ou evolução do quadro. Este último, se Deus quiser não irá acontecer.
Ainda tenho de fazer três a quatro curativos diários. Cada dia aprendo que, quando o médico diz para aguardar é porque a medicina foi até onde poderia ir. Quando da minha conversa com o médico, poderia ter perguntado a ele se poderia fazer mais alguma coisa para mudar o que estava vendo. Mas o próprio semblante revelava que fizera tudo que podia: “nós limpamos e lavamos bastante por dentro; não era para estar assim; não era para estar saindo tanta secreção; mas vamos aguardar!” Diante do diagnóstico meu pensamento foi apenas este: a minha vida está (como sempre esteve) nas mãos de Deus; dependo e devo continuar dependendo Dele, pois só Deus tem o poder de mudar tudo e só Deus pode dar a última palavra.
Passados mais alguns dias, apesar da necessidade das sucessivas trocas de curativos, a infecção está involuindo. Está restrita apenas aos curativos. Já não extravasa e passa à roupa. O que revela que o fluxo está diminuindo aos poucos. Além disso não tive mais febre e as dores estão mais lights que antes.
Sabe queridos (as)? O Apóstolo Paulo escreveu uma passagem que muito tem me confortado nestes dias. “Porém nós que temos esse tesouro espiritual somos como potes de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós. Muitas vezes ficamos aflitos, mas não somos derrotados. Algumas vezes ficamos em dúvida, mas nunca ficamos desesperados. Temos muitos inimigos, mas nunca nos falta um amigo. Às vezes somos gravemente feridos, mas não somos destruídos. Levamos sempre no nosso corpo mortal a morte de Jesus para que também a vida dele seja vista no nosso corpo. Durante a vida inteira estamos sempre em perigo de morte por causa de Jesus, para que a vida dele seja vista neste nosso corpo mortal. (…) Pois sabemos que Deus, que ressuscitou o Senhor Jesus, também nos ressuscitará com ele e nos levará, junto com vocês, até a presença dele. Tudo isso aconteceu para o bem de vocês, a fim de que a graça de Deus alcance um número cada vez maior de pessoas, e estas façam mais orações de agradecimento, para a glória de Deus. Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento. Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre” (II Epístola aos Coríntios 4:7-18).
Jesus ensinou algo tremendo sobre a ansiedade: “não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mateus 6:25-34). Se quiser ler mais sobre o assunto: “A ansiosa solicitude pela vida Mateus - 6:25-34″.
Estou aprendendo a viver cada dia sem pensar no dias seguinte ou nos que ainda virão. Temos de ser fortes, no sentido de não deixarmos nos abater, mas não querermos ser super-homens. Sou humano. Por isso mesmo, tenho experimentado coisas de humanos: há dias que o meu emocional está mais fragilizado. Há dias que estou com menos paciência e evito outras pessoas. Sequer atendo o telefone. Se insisto fazê-lo abro a boca a chorar e isso não é bom. Fiz questão de declarar isto pois é o meu jeito. Gosto de transparência. O pastor Regly é, acima de tudo, um homem sujeito a esses sentimentos.
Ainda não tenho condições de responder individualmente cada mensagem com palavras de ânimo. Este post é uma resposta às mensagens e também às suas orações. Contém o meu testemunho de tudo que Deus tem feito por mim nestes dias.
Deixo o meu abraço, o meu carinho e a minha oração por vocês: Que Deus retribua a cada um cem vezes mais, ainda nesta vida, tudo que a mim e à Sonia têm devotado.
Escrevo sob emoção, e uma certa urgência. Tenho amigos que estão doentes, gravemente doentes. Alguns, em estágio inicial, outros em estágio intermediário, e outros em estado grave. Amigos com os quais convivo e outros, mais distantes, que acompanho de longe. Aqui e ali, as pessoas são acometidas por enfermidades sérias que podem lhes custar a vida. Faz parte da natureza humana que a máquina possa apresentar falhas, e essas falhas requerem ajustes e adaptações. Todos os doentes, sem exceção, precisam do acompanhamento de profissionais especializados e normalmente, tão logo recebem a notícia, é isso o que fazem. Fazem o que devem fazer: procurar ajuda médica.
Mas há alguns cuidados que não dependem do médico, mas de cada paciente. Coisas que devem ser feitas com a mesma fidelidade com que se segue a prescrição do medicamento, as sessões de quimioterapia, as hemodiálises.
O diagnóstico de uma doença, qualquer que seja ela, crônica ou aguda, grave ou menos grave, desde que não seja congênita, mas adquirida, merece de nós uma reflexão paralela.
Em algum lugar do tempo, o corpo emitiu sinais que não ouvimos. Mas passado é passado. E essa reflexão é urgente porque é para hoje, é para agora, e terá reflexos no futuro imediato.
A primeira reflexão deve ser sobre a alimentação. Não importa o que se comeu no passado, e nem mesmo o sabor que se aprendeu a gostar. Daqui para frente é preciso renunciar aos sabores adquiridos e aprender a alimentar-se não somente com as papilas gustativas, mas com a inteligência. Será preciso dizer: dane-se sabor, eu preciso comer todos os tons de verde, de laranja, de amarelo, de vermelho, de branco, e de roxo. Alimentos naturais e livres de conservantes. Daqueles que jogamos dentro de uma centrífuga potente, misturamos tudo e engolimos como um elixir de vida. Será preciso dizer: meu corpo necessita de grãos integrais, e não desvitalizados. De pão preto, e não de pão branco; de arroz escuro, e não de arroz branquinho.
É hora de ler livros que tratem sobre o assunto. E levá-los a sério porque, se até aqui essa história de comida natural nos pareceu coisa da turma do verde, é bom conferir se os conceitos que aprendemos, seguindo o fluxo da multidão, não nos fizeram enfermar.
E para conferir, é só olhar em volta: O mundo está doente: há uma população obesa, e boa parte dela já deve estar com gordura infiltrada nos órgãos mais importantes do corpo. Tudo por culpa de uma alimentação equivocada e um estilo de vida sedentário. Uma coisa puxa a outra. Como diz a nossa Bíblia: “um abismo chama outro abismo.” Sempre. Portanto, não é hora de brincar. É hora de investigar. O médico faz a parte dele, você tem que fazer a sua.
Não adianta muito correr todas os sites da internet, atrás de assuntos científicos sobre o tema. Cientista é o seu médico. Mas adianta muito, aprender como viver uma vida livre de conservantes químicos e outros venenos mais: adoçantes, refrigerantes, carnes vermelhas, embutidos, açúcar, gorduras animais, gorduras trans, frituras. Todas essas coisas precisam ser diminuidas ao mínimo possível, enquanto se tem saúde, e completamente abolidas quando se a perdeu.
Você precisa ingerir alimentos que o ajudem a combater a doença, a reencontrar o equilíbrio entre a acidez e a alcalinidade que existe no sangue, e que são determinadas por aquilo que se come. Quase tudo o que é gostoso é alimento ácido, já vou adiantando. E as doenças só prosperam em meios ácidos. Essa informação nem todo médico tem, ocupados que estão em combater doenças já instaladas. Sem contar que a medicina natural não conta com a simpatia dos tais que, muito provavelmente, se forem questionadados sobre o assunto responderão: “mal não vai fazer.” Mas eu lhes afirmo por experiência própria: “bem lhes fará.”
Sobre isso, você pode pesquisar na internet: “alimentos ácidos e alimentos alcalinos”. Aprender o que isso significa, aprender a distinguir uns dos outros, e dessa forma obter ânimo para colocar em prática uma alimentação saudável. Que vai ajudar a combater a doença, quando instalada, e a evitá-la antes que se instale.
A segunda reflexão é sobre o estilo de vida. Os animais quando ficam doentes, baixam a cauda, e procuram, quietamente, um lugar para descansar. Eles não latem suas “latitudes” de falsa alegria: eles são autênticos. Estão doentes e assumem a doença. E em assumindo a doença, estão nos dizendo: eu quero me curar. Se você oferecer carne a um cachorro doente, ele não aceitará. E nem precisa ser doença grave. Uma gastroenterite já o faz dispensar a carne e preferir grama. Sim, o cão quando doente, faz jejum de coisas boas, mas come grama. A grama contém os sais minerais que ele precisa para repor o equilíbrio e se manter minimamente alimentado até que o corpo se restabeleça.
Mas não quero que ninguém saia por aí comendo grama. A inspiração que busco no cão é o repouso. Repouso em tempo de doença é prioridade. Admitir que se está doente, vem antes de escolher repousar. Há pessoas que quando recebem um diagnóstico desses, por um mecanismo de fuga, voltam a trabalhar em dobro. Na saida do hospital já anunciam o quanto estão bem, e quão breve devem retomar as suas atividades. Tancredo Neves foi assim, Mário Covas foi assim, nosso vice-presidente é assim, alguns de meus amigos são assim. Muitos de nós somos assim. Enfiamos a cabeça no trabalho para tentar esquecer o inesquecível.
Eu ouso dizer, embaixo do sangue de Jesus, que não deveria ser assim. Deveríamos ter a sabedoria dos cães e dos gatos, que baixam a cauda e procuram a solidão tão necessária. Solidão não é isolamento, é recolhimento. É escolher ter ao lado de si apenas as pessoas do círculo familiar e pessoal. É desacelerar. É dar um tempo. Dar um tempo para que o corpo e a mente, em uníssono, alcancem a harmonia tão necessária. É pensar antes em si do que nos outros, para depois pensar nos outros antes que em si.
Esse é o momento de priorizar a própria vida. Dane-se o resto do mundo. O resto do mundo vai continuar, se você deixar de existir. Mas se continuar existindo, que seja com uma consciência mais ampliada. E com mais amor pelo tabernáculo terrestre que Deus lhe deu.
A terceira reflexão é de ordem espiritual. Não basta entregar a causa ao médico, por mais gabaritado que ele seja. Não basta mudar radicalmente a alimentação. Não basta priorizar a própria vida. É preciso aprender o que é vida.
Vida não é um estado de consciência que lhe coloca na posição de poder agir e reagir com o mundo à sua volta. O contrário desse tipo de vida é morte física. Vida não é apenas isso. Vida é aquela que se obtém quando se recebe o Senhor Jesus para dentro de si. O contrário dessa vida é morte espiritual. Essa é a vida inerente, uma vida que não depende da vida biológica, e que nos transporta do reino das trevas para o reino da luz. A vida inerente vence a morte para sempre. O equivalente a essa vida é ressurreição. O poder de ressurreição que há nessa vida começa a valer por aqui mesmo e também pode trazer cura para um corpo doente. Ou não. A prioridade de Deus é sempre a vida inerente e não a vida biológica.
No livro de Isaias no capítulo 38, ficou registrado para nosso ensino e meditação, a história do rei Ezequias. Ezequias estava doente, e orou ao Senhor Deus, com o rosto voltado para a parede. Ele não apenas orou, ele suplicou e implorou, para que Deus lhe concedesse mais alguns anos de vida. E Deus lhe concedeu mais 15 anos.Parece pouco? Não, para quem já tinha a sentença de morte iminente.
Essa sentença temos todos. Um dia de cada vez, é a nossa eterna medida de vida.
Ezequias voltou o rosto para a parede e orou. Para onde os homens enfermos têm voltado os seus rostos, depois que cumprem todo o seu périplo aos consultórios médicos profissionais? Para o Palácio do Governo? Para as agendas públicas? Para os encontros de negócios? Para as fazendas de gado? Para os cursos de especializações? Até quando? Até que não haja mais jeito?
Quando não houver mais jeito, talvez se lembrem desse último jeito. Um jeito simples e tão acessível: virar o rosto para a parede e orar como Ezequias orou.
Talvez Deus atenda. Ou não. Deus é soberano. Mas o último recurso não deveria ser Deus. Deus, deveria ser o primeiro recurso, tanto na saúde, quanto na doença. Para Ezequias, ele foi o último recurso, e ainda assim, Deus o curou.
Temos Deus, temos a parede, temos a fé. Deus repartiu com cada um de nós uma medida de fé: um grão de mostarda serve. Não precisamos ir a Jerusalém, em busca da muralha do templo: a parede do nosso quarto é boa o suficiente. Não precisamos buscar a Deus no céu, ou no abismo: Sua presença enche a terra e está em todo lugar!
Ontem fui ao centro da cidade. Estava chovendo. Como gosto de dias chuvosos, saí de casa como num lindo dia de sol.
Dentro do vagão do metrô, percebi que algumas pessoas estavam embaraçadas com os seus chapéus, sombrinhas e demais apetrechos. Outras estavam literalmente encharcadas. Deixei de lado estas observações e passei ao mundo lá fora.
A chuva batia na janela e escorria pelo vidro. Este, embaçado pelo ar gelado de dentro, em choque com a chuva e o mormaço de fora, tentava encobrir o colorido da paisagem. Ainda assim, gostava de tudo que via. Pena não saber desenhar, ou mesmo pintar. Daria um quadro e tanto, uma bela pintura.
Ao chegar na cidade, as pessoas que iam e vinham, numa velocidade de quem tem pressa, fizeram-me bater uma saudade. Anos atrás, fazia a mesma caminhada, apressado, em busca de uma peça ou à procura de alguém que me prestasse um serviço. Retrocedi no tempo, voltando ao vagão do trem. Outrora, descia na estação trabalho e assim fazia todo o dia. De repente, por força das circunstâncias parei e desci numa gare, que antes não conhecia, a estação aposentadoria.
Ontem bateu-me uma saudade, dos momentos em que olhava as vitrines. Sem a pressa de antes, fui a algumas papelarias, sedutoras pelas novidades e utilitários de quem já curtiu estar dentro de um escritório. Contemplei blocos e canetas de todo o tipo. Para quem não sabe, eu gosto muito de canetas. Minhas preferidas são as do tipo rollerball, coloridas. Mas não achei as que queria.
Foi aí que bateu-me outra saudade. Dos tempos em que escrevia cartas e enviava cartões aos amigos; dos tempos que escrevia bilhetinhos e cartas de amor à minha amada e então me dei conta de como os tempos mudaram. Ainda cultivo o hábito de escrever. Mas, agora, é diferente. Envio um email, posto no blog ou mando um torpedo. Para a minha amada ainda uso o papel.
Ontem bateu-me uma saudade, quando entrei numa loja de bolsas. Também sou apreciador de uma bolsa incrementada, de porta-documentos (costumo fazer como a minha mulher: uma bolsa ou carteira para cada ocasião) e lá fui eu ver alguma coisa que gostasse. É claro que gostei, comprei e pedi para embrulhar para presente cada item. Aprendi, faz tempo, que é bom e saudável presentear a nós mesmos. Depois, almocei num restaurante que frequentava mais assiduamente antes, hoje nem tanto, mas um lugar onde sou conhecido dos garçons. E então bateu-me mais saudades ainda, dos tempos que comia correndo, para, em seguida, fazer algo que minhas obrigações exigiam. Sem a pressa de costume, almocei tranquilo e voltei para casa. Até me perguntaram se gostara da comida, coisa que nem dava tempo antes. Ao chegar, espalhei os meus presentes sobre a cama e ali os deixei em exposição. Minha mulher chegou do trabalho logo em seguida e perguntou se era para ela. Respondi-lhe que não, que eram meus. Percebi que ficou um pouco decepcionada, pois pensara: “ele não comprou nada para mim! Como pode ser? Pensou só nele (Sonia é curiosa demais. Não pode ver um embrulho, um pacote que quer saber o que tem dentro. Adora ganhar presentes (e quem não gosta?), em especial bolsas. E eu gosto de fazer surpresa.
Foi tomar o seu banho, quando percebeu que atrás da porta estava pendurada uma bolsa de loja de bolsas e aí, feito criança, gritou “ele comprou presente pra mim também!”
E aí me bateu uma outra saudade. Dos tempos que chegava em casa, trazendo presentes para as minhas meninas, as três.
O tempo passou, as meninas cresceram, já não mais ficamos tanto tempo juntos.
Saudade das bagunças, das farras e festas que faziam ao abrir as lembrancinhas. Bons tempos aqueles.
Hoje tenho todo o tempo para elas, mas elas têm os seus afazeres, seus compromissos e seus projetos. Hoje, os netos ocupam os seus lugares, possibilitando-me preencher as lacunas da ausência forçada, por trabalhar demais.
Sei que daqui mais um tempo outras saudades baterão. Das atenções que agora posso dar aos netos e retribuir o carinho que deles recebo. Como filhos e netos crescem rápido! Não sei quantas vezes mais irei dizer: hoje me bateu uma saudade!
Hoje recebi o email de um amigo com um slide anexado, com a letra e música de Oswaldo Montenegro: “A lista”. Fiquei deveras emocionado porque, além de ser muito emotivo, recordei um monte de coisas, como na canção, que foram e já não são mais. Dentre elas algumas pessoas que não mais estão aqui, que partiram e deixaram saudades. Fiquei um pouco assustado sobre o fato de como não mais damos conta destas coisas tão importantes e significantes para nós: as pessoas. Propõe a canção:“Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais…
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar…
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?”
Tenho por hábito sempre dar uma parada para refletir e repensar sobre várias coisas. Gosto de fazer isso pois me faz muito bem. Há uma oração de Moisés (Salmo 90) que nos faz ver o quanto a nossa vida é transitória. Combinada com uma reflexão de Davi (Salmo 39), entendemos o quanto é importante estarmos centrados na realidade que a nossa existência requer um viver com sabedoria. Moisés reconhece, diante da onipotência de Deus, que “é de eternidade a eternidade”, que a vida do homem é “como a relva que floresce de madrugada; de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca. Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento” (90:2, 5, 9). Por sua vez, Davi pede a Deus: “Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade”. E compara a vida do homem “ao comprimento de alguns palmos; (…) passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará” (Salmo 39:4-6). É consumido pelo desejo de ter, de somar, de adquirir bens, os quais, ao fim de tudo, ficará por aqui.
Tudo passa muito rápido! Quando damos conta, passou a infância, a adolescência, a mocidade. Já não sou mais um jovem de 18, mas um homem de meia idade. Amanhã, se viver até lá, um ancião, e acabou.
Penso na vida como um sorvete nas mãos de uma criança. Ela sorve bem devagar para ele não chegar ao fim. A criança aproveita bem o sorvete, tira todo o prazer que pode dele, mas, em dado momento, ele chega ao fim. A criança pode dizer: “Quero outro!” ou “Quero mais!”. Podemos lhe dar outro sorvete, mas… e quanto a vida? Não podemos dizer “quero outra!”. Mas, como o sorvete que já foi sorvido em parte, podemos desfrutar a vida de maneira mais prazerosa, de modo que valha a pena viver. Falo da vida aqui e agora. Deus nos prometeu vida em abundância, através de Jesus Cristo, seu filho: “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10). Para vivê-la é preciso aceitá-lo como Senhor e Salvador. Em aceitando-o você garante o seu futuro: viver eternamente na presença de Deus. “Ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho. Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. (…) E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (I João 5:9-12).
Conversei com minha esposa sobre o slide. Pensei na minha lista tal qual a música. Fiquei maravilhado ao ouvir minha esposa falar dos seus avós, pais, irmãos e amigos, contando as muitas coisas que fizeram juntos. Lembrei-me das muitas coisas que eu, meus irmãos, meus pais e tios fizemos e ainda fazemos juntos. Não tenho muitas recordações dos meus avós, pois dois morreram quando ainda não existia e dois quando era muito criança.
Como pastor, já fui convidado para muitas ocasiões especiais: apresentação de recém-nascidos, 15 anos, bodas, aniversário de 90 anos, e, é claro, sepultamentos. Pensando neste último, parei para pensar na situação de alguns pais que passam a maior parte do seu tempo fora de casa: ou por força das circunstâncias, ou por falta de prioridades. Para alguns pode parecer macabro falar de sepultamento num post como esse. Para mim, não. Pense comigo e diga se esta não é a realidade de muitos. Imagine-se no sepultamento de alguém muito próximo a você. Tentando iniciar uma conversa, você pergunta: “como era o seu pai?” E o filho, meio sem saber como responder, diz: “Não sei, ele chegava muito tarde e saía de casa muito cedo. Nos finais de semana também não parava em casa. Ou ia resolver alguns problemas, como dizia, ou ia para a igreja e ficava lá o dia todo. Eu quase não ficava com ele. Sinto muito, mas não sei dizer como ele era. Na verdade eu não o conheci muito bem”. E assim acontece com amigos, com pessoas muito próximas a nós, mas que não chegaram a ser íntimas, ainda que pensávamos que eram. Não investimos tempo suficiente para conhecê-las ou para tornarmo-nos conhecidos delas.
Creia, muitos pais não estão na lista dos seus filhos. Assim como muitos de nós sequer apareceremos nas listas de algumas pessoas queridas, por tudo que mencionei anteriormente. Mas podemos melhorar isto se mudarmos os itens das nossas listas.
Queridos e queridas,
Sei que a maioria de vocês não lê todo o post. Quando muito, lê apenas a primeira frase ou o primeiro parágrafo. É a correria, a falta de tempo, ou porque… sei lá… não é assim mesmo que você diz?
Esta mensagem tem muito a ver com você: ser, pessoa, ímpar; que muitas vezes não sabe se dar valor. Que acredita em algumas mentiras que dizem a seu respeito: que não tem talento, que não vai conseguir, que não tem chance. Conhece, ama e, às vezes, até chora com aquela canção do Armando Filho: “Quero que valorize o que você tem, você é um ser, você é alguém”… mas fica nisso aí.
Leia esse texto. Responda você mesmo a pergunta: Será mesmo que você é substituível?
Será mesmo que você é SUBSTITUÍVEL?
(desconheço a autoria)
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:
- Ninguém é insubstituível.
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? - O encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?
Silêncio…
Ouvi essa história esses dias contados por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso… Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico?
Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar ’seus gaps’.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: “Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém… pois nosso Zaca é insubstituível”
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único… Com toda certeza ninguém o (a) substituirá.
Você é um ser, você é alguém, importante para você mesmo (a), para os seus, para mim, para Deus.
Há cinco dias ingressei no União de Blogueiros Evangélicos. Amei conhecer o trabalho e convidei vários amigos e irmãos em Cristo para fazerem parte.
Recebi algumas manifestações de interesse em participar, mas, como não possuem blog, perguntaram-me como criar um. Peço não rirem da minha resposta: EU NÃO SEI CRIAR UM BLOG. Mas prometo repassar, no final deste, algumas dicas importantes de como fazer, que peguei aqui na net.
Antes das dicas, gostaria de compartilhar algo e convidá-lo a abrir o seu coração para o Senhor lhe mostrar como Ele tem lhe dado esta tão importante ferramenta - o computador, ou PC, como queira - para fazer a obra dEle.
Há pouco mais de dois anos, minha filha Evelyn fez para mim o De coração pra Coração, de sorte que eu nunca criei (por mim mesmo) um blog. Minha filha é webdesigner profissional. Quando adoeci, fiquei sem poder fazer o que mais gostava: exercer o ministério pregando, dando palestras, aconselhamento etc. Então, Evelyn me sugeriu criar um site. O primeiro layout ficou muito formal [veja a imagem], uma coisa parecida com site de profissional liberal.
Não gostei. Passei alguns meses pensando e ela me cobrando: “e aí, vamos criar o seu blog?” O mais interessante é que, ao mesmo tempo que queria uma home, resistia à idéia por causa de preconceito. Um pastor blogueiro não vai “pegar bem”, poderá escandalizar, vão pensar que não tenho o que fazer e tantas outras coisas que passaram pela minha cabeça. Já tinha recebido “alguns ataques” por causa da conta no Orkut, do MSN. Pessoas que diziam que pastor tem de estar na igreja, no púlpito, visitando e não na internet. Por fim, a Evelyn venceu e aceitei a idéia.
Comecei pesquisando na net as imagens para o layout do meu blog. Visitei outros blogs de colegas e sites de igrejas. Pedi a ela para colocar algumas coisinhas e pronto!
Fiquei um pouco assustado no início, mas aos poucos Deus foi me mostrando os frutos e o Espírito Santo me fez entender que o Senhor estava me dando um Ministério Real/Virtual. Virtual porque tudo na internet é chamado de virtual. Porém, por detrás desse mundo virtual estão as pessoas, pois o computador não interage sozinho. E é isso que os discípulos do Senhor Jesus precisam entender: por detrás de um computador tem uma pessoa querendo se drogar, ou querendo acabar com a sua vida e de outras pessoas; pessoas desistindo de tudo; pessoas que pensam que não é amada por ninguém, mas sabemos que Jesus a ama e eu e você também; que precisam de uma palavra da parte de Deus. E você tem essa palavra! Abra a sua boca, melhor dizendo, use os seus dedos e digite uma mensagem e envie confiando que o Espírito Santo vai usá-lo como instrumento de salvação. Se ganhar coragem, como eu, crie um blog e, então, poste suas mensagens e ganhe o mundo com elas. Tive de vencer outro desafio: aprender a linguagem blogueira, em especial de adolescentes, fãs da Evelyn, que me visitavam diariamente e deixavam seus recadinhos cheios de palavras engraçadas e desconhecidas. Acabei adotado por uma porção deles como segundo pai e isso me cativou a escrever. Aprendi o que é fashion, template, lay e layout [tudo a mesma coisa, sendo a primeira apenas a expressão preguiçosa e diminuta da palavra layout]. Aprendi a rir como as blogueiras adolescentes fazem: huahuahuahuha, que é aquela risada marota e debochada que os nosos filhos têm quando pagamos algum mico perto deles. Esta foi outra expressão que aprendi bem: pagar mico. Na realidade eu pago alguns “gorilas” de vez em quando.
CRIANDO UM BLOG
Evelyn e Sonia dizem que não é difícil criar um blog. É apenas trabalhoso no início. Depois que acostuma com os procedimentos (é o chamado aprender fazendo) tudo fica mais fácil.