jan
29
  Promovendo o reencontro entre pessoas que se amam


Música: Filho Pódrigo – Cassiane e Jairinho

Há tempos venho observando que a mídia tem se ocupado em promover o reencontro de pessoas que se distanciaram umas das outras por muitos anos. São histórias de mães que tiveram de deixar seus filhos com estranhos por não terem condições de criá-los, outras de pai que ficou viúvo e acabou distribuindo os filhos com parentes para o mesmo destino, ou mesmo filhos que foram abandonados pelos pais à própria sorte. Histórias tristes, porém reais. E o que mais impressiona é que mesmo tendo sido abandonados, alguns destes filhos anseiam por reverem os pais. Por providência divina – eu não creio em acasos – a mídia tem alcançado sucesso e conseguido reencontrar pessoas que não se viam há mais de 20 ou 30 anos. E quando isso acontece é pura emoção, ao mesmo tempo alegria e festa.
Certa vez Jesus propôs a Parábola do Filho Pródigo, que conta a história de um filho que resolveu pedir ao seu pai a parte que lhe cabia na herança, para sair pelo mundo afora e gastar conforme seu bel prazer. “Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade”.

Nas histórias mostradas pela mídia, a única diferença é os filhos que se separaram de seus pais não foi por terem recebido uma herança para gastarem. Mas todas elas revelam que cada um deles passou algum tipo de necessidade, sofreram muito até chegar o grande dia de reencontrar alguém da família.

Quero chamar sua atenção para uma realidade que está diante dos nossos olhos, mas muitos não querem enxergar. Ou porque pensam que “não tenho nada com isso”, ou estão envolvidos no processo e, por isso mesmo, “tô nem aí”. Estamos cercados de pessoas, alguma amigas, algumas parentes próximos, vizinhos, cuja realidade de vida se assemelham a do Filho Pródigo. Dividem o mesmo espaço, porém estão distantes e separados uns dos outros, seja pelo orgulho, pela rebeldia, pela intransigência, ou mesmo falta de amor.

A discordância entre pais é filhos é notória desde que me conheço por gente, o conflito de gerações sempre existiu, mas nada disso constitui-se prerrogativa para justificar a separação, o distanciamento, ou mesmo a morte de um relacionamento, em especial familiar.

O filho pródigo caiu em si quando o dinheiro acabou e ele começou a padecer necessidades. Houve uma fome sobre a terra onde ele se encontrava e, como seu emprego era alimentar os porcos, sentia vontade de se alimentar da comida deles. Lembrou-se que os empregados do seu pai tinham pão para comer e sentiu saudades de casa. O que mais me salta aos olhos nesta história é a atitude tomada por aquele filho. “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos” (a história toda você pode ler em Lucas 15:11-32). Ele poderia ter sido orgulhoso e ficado onde estava, mesmo passando necessidade. Todavia, reconheceu o erro e voltou para casa, para reencontrar-se com o seu pai.

Há muitos filhos pródigos dentro de casa, sem terem saído para rua. São maridos que não falam mais com suas esposas; pais que não falam com seus filhos; filhos que não mais se dirigem aos seus pais; e isso tem causado um desencontro dentro da própria casa, dentro do espaço onde poderiam desfrutar da mais perfeita alegria e comunhão, mas suas vidas se tornaram amargas, porque tomaram a decisão errada de não voltar atrás.

Não querem voltar atrás, porque não querem se arrepender; não querem voltar atrás porque não querem ceder; porque o seu ego está acima de todas as coisas; porque – pensam – “o outro não merece que eu me humilhe”, e assim vão, etc. etc. etc.

Todas as vezes que a mídia consegue reencontrar um ente querido e fazer aquela pessoa feliz, eu choro. Choro de alegria porque aquela pessoa conseguiu reencontrar alguém que ela ainda ama, conseguiu reencontrar ao mesmo tempo que decidiu pôr uma pedra no passado. Não importa mais se foi ou não abandonado, importa que agora ela reencontrou quem ela tanto desejava reencontrar.

Será que estou sendo claro com você meu querido, minha querida? Será que não está faltando apenas você levantar um lado da cortina e dizer “pai, eu amo você, vamos por um fim a este silêncio, vamos voltar a nos amar e a sermos amigos como éramos antes”.
Será que você marido não está precisando apenas tomar uma atitude mais adulta e dizer: “meu amor, de hoje em diante não vamos mais ficar sem falarmos um com o outro. Eu amo você e sei que você também me ama, e por causa desse nosso amor não vamos mais nos separar haja o que houver em o nosso casamento”.
Pode ser, também, que você tenha abandonado os caminhos do Senhor simplesmente porque se desentendeu com algum irmão ou mesmo o pastor da igreja. Creio que já teve tempo suficiente para pensar e chegar à conclusão que precisa tomar uma posição. Jesus não abandonou você, mas você abandonou Jesus por uma coisinha qualquer.

O final da parábola é um final feliz. O pai recebeu o filho de volta e fez uma festa para recebê-lo. Houve júbilo, houve regozijo. O que você ainda está esperando para reencontrar-se com aquele que ama? Levante-se, deixe seu orgulho de lado e vá ao encontro. Pode ser o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, o seu marido, o seu vizinho, um colega de trabalho… “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.”





jan
12
  Não ignore o seu mundo virtual


Música: Luz no fim do túnel – Kleber Lucas

Recebi um email algum tempo atrás, no qual o remetente relatava alguns problemas que vinha enfrentando. Confidenciou que tentava preencher o seu vazio enviando mensagens alegres, bonitas, de otimismo, mas na realidade se sentia como alguém que está no fundo do poço, e precisava de ajuda. Respondi de imediato e falei-lhe de Jesus, o único que poderia preencher o seu vazio e tirá-la em definitivo do “fundo daquele poço”: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Mateus 11:28; João 10:10 e 14:27).

Isso me fez lembrar do slide “Não tenho tempo”. Ele descreve um jovem que tem uma vida hiperativa e “nunca tem tempo para nada e ninguém”, possui um amigo que sempre lhe manda emails ou deixa recados na sua secretária eletrônica. Em algumas mensagens de voz dá para perceber nitidamente que o amigo está deveras embriagado, mal conseguindo pronunciar as palavras. Em outras ele procurar deixar coisas engraçadas, transparecendo estar de bem com a vida.

O jovem sem tempo nunca responde as mensagens, tampouco retorna a ligação para saber como está o seu amigo. E justificava sua atitude declarando para si mesmo: “Não tenho tempo”.

Certa manhã o jovem sem tempo recebe um telefonema dizendo que seu amigo sofrera um grave acidente e acabara de falecer. Ele estava embriagado, batera com o carro e não sobreviveu à colisão. E é aí que o jovem sem tempo desperta e começa a perceber que os emails engraçados e os muitos recados embriagados na secretária eletrônica nada mais eram que pedidos de socorro do amigo, que vivia uma vida infeliz e tentava sufocar na bebida os inúmeros problemas que enfrentava no cotidiano. Naquele dia, contudo, ele teve de parar tudo o que tinha para fazer, teve de arranjar tempo, para ir ao sepultamento do amigo e prestar-lhe as últimas homenagens. Estas, já não tão importantes assim, pois o que o amigo precisava era de um pouco de tempo e atenção. Isto, sim, poderia ter-lhe salvado a vida.

Estamos vivendo em dois mundos ao mesmo tempo: o real e o virtual. Todavia, ambos são bastante reais, de sorte que não dá para vivermos sem dar a devida atenção aos dois. Com o advento da Internet, as pessoas pararam de enviar cartas e cartões, as comunicações interpessoais passaram a se chamar “virtuais”, porém reais na sua maioria.

Sabe queridos? Do outro lado da linha telefônica, ou no endereço eletrônico da Internet, pode estar alguém desesperado, alguém sem esperança, que está lutando contra uma enfermidade, ou não sabe mais como fazer para pagar suas dívidas. Pode estar alguém que esteja pensando em se suicidar. Alguém que quer se comunicar com você, ouvir a sua voz, que seja apenas uma palavra de carinho ou de incentivo.

Há alguns anos atrás, quando ainda cursava a faculdade, uma colega minha estava se dirigindo para a sala de aula, quando percebeu que havia uma moça caminhando de um lado para o outro no hall do 12º andar, como se estivesse desorientada. Minha colega chegou-se até ela, colocou a mão em seu ombro e perguntou-lhe apenas: “você está se sentindo bem? Posso ajudá-la em alguma coisa?” A moça começou a chorar sem parar e assim permaneceu por vários minutos. Quando ela se acalmou, virou-se para a minha colega e disse: “Sabe? Se você não tivesse feito aquelas perguntas eu não estaria viva a esta hora. Eu subi aqui para me matar, jogando-me aqui de cima”.

Sugiro, daqui para frente, aproveitando que o ano está só começando, que esteja mais atento, mais sensível, mais perceptivo ao receber um email, uma mensagem de voz no celular, ou mesmo um recado no seu blog. Tente captar a mensagem e, se possível, responder. Você poderá estar salvando uma vida, ou, no mínimo, ajudando-a a sair de uma situação difícil.





jan
4
  Os planos bons que Deus tem pra você


Música: Espírito de Deus

Li um post esta semana, escrito pela minha prima Roxane, o qual me emocionou. Primeiro, pela espontaneidade com que abriu o seu coração. Segundo, porque o post contém uma reflexão sobre o tempo e como administrá-lo de forma proveitosa.

A parte que mais chamou-me a atenção foi: “Crie seu tempo, esteja preparado para ter mais tempo, construa seu tempo. (…) Concentre-se em suas atividades (…) invista uma parte do seu tempo pensando em como fazer a tarefa em menos tempo (…) Isso é planejar e então executar (…) Planejamento é essencial. Ao contrário do que você imagina, esta fase não é um desperdício, mas um disponibilizador do seu tempo”.

A Bíblia fala que “há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1b). Se há tempo, significa que o tempo nos é dado a cada dia. Cada ser humano recebe 24 horas para usá-las da melhor forma possível. Desfrutará melhor desse tempo aquele que souber aproveitar melhor as oportunidades que lhe forem dadas.

O que percebemos no cotidiano é que a maioria das pessoas fica a lamentar que “não têm tempo”, ou que o tempo que dispõe não é suficiente para realizar tudo que precisa. Alguns até dizem que gostariam que o seu dia tivesse mais que 24 horas. Pura ilusão! O tempo que estamos vivendo urge uma parada. Sim, uma parada para tomarmos uma posição. Que tipo de vida queremos viver? Aonde queremos chegar com a vida que estamos vivendo? Para que estamos correndo tanto? Se não formos capazes de parar para responder pelo menos uma destas perguntas, estaremos fadados a não realizarmos nada, apesar de corrermos freneticamente contra o tempo.

Há um outro texto que a Bíblia fala sobre remir o tempo. “Remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5:16). Remir vem do latim e quer dizer “adquirir de novo”. No contexto bíblico significa “gastar ou usar bem” o tempo. E a proposta do apóstolo é que sejamos sensatos, procurando compreender qual a vontade do Senhor.

Sabe queridos? Acerca do viver bem, da vida de sucesso, a Bíblia fala tanto aos jovens quanto aos mais velhos. Eu prefiro usar a palavra ancião, porque ela entoa com mais respeito, mais autoridade, mais experiência de vida.

Entramos na primeira semana de 2007 com inúmeros planos na mente e todos eles carecerão de tempo para serem executados. Portanto, precisamos observar alguns conselhos da Palavra de Deus, para não cairmos na mesmice de arrastarmos para o ano seguinte (2008) o que não conseguimos realizar no ano que vai passar (2007).

Jesus disse “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Durante todos estes anos você parou, pelo menos uma vez, para ouvir o que Deus deseja para sua vida? Deus tem planos bons para sua vida: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vou ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29:11-13).

Se você está cansado de lutar. Entra ano, sai ano, e parece que tudo continua na mesma, ou até mesmo parece que as coisas vão piorando, Deus tem um convite para você nesta hora: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). O convite é para todos, indistintamente. A promessa é imediata para os cansados, sobrecarregados, aqueles que já não agüentam mais o peso de uma vida oprimida: EU VOS ALIVIAREI!

Todos nós não sabemos o tempo de duração das nossas vidas. Mas a Bíblia diz que Deus já estabeleceu um tempo de vida para nós: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (139:16).

Alguns pensam que em chegando a morte acabou tudo. Não é verdade. Deus, pela sua infinita misericórdia enviou o seu Filho para que todos tenham a vida eterna. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Mais uma vez o tempo se faz presente, só que agora sob a forma da eternidade.

O ano está apenas começando. Você pode escolher continuar correndo, dirigindo seus próprios passos e, ao término do ano, perceber que chegou a lugar nenhum. Ou, se preferir, poderá se dirigir a Deus em oração, com as suas próprias palavras e dizer para Ele: “Deus, eu quero que retires de mim todo este cansaço, toda esta sobrecarga, que tem feito da minha vida um fardo difícil de carregar. Alivia-me depressa, pois é disso que eu preciso. Em nome do teu Filho Jesus Cristo, amém!”
Deus abençoe a sua vida durante todo este ano.!

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