Música: Filho Pódrigo – Cassiane e Jairinho

Há tempos venho observando que a mídia tem se ocupado em promover o reencontro de pessoas que se distanciaram umas das outras por muitos anos. São histórias de mães que tiveram de deixar seus filhos com estranhos por não terem condições de criá-los, outras de pai que ficou viúvo e acabou distribuindo os filhos com parentes para o mesmo destino, ou mesmo filhos que foram abandonados pelos pais à própria sorte. Histórias tristes, porém reais. E o que mais impressiona é que mesmo tendo sido abandonados, alguns destes filhos anseiam por reverem os pais. Por providência divina eu não creio em acasos a mídia tem alcançado sucesso e conseguido reencontrar pessoas que não se viam há mais de 20 ou 30 anos. E quando isso acontece é pura emoção, ao mesmo tempo alegria e festa.
Certa vez Jesus propôs a Parábola do Filho Pródigo, que conta a história de um filho que resolveu pedir ao seu pai a parte que lhe cabia na herança, para sair pelo mundo afora e gastar conforme seu bel prazer. “Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.
Nas histórias mostradas pela mídia, a única diferença é os filhos que se separaram de seus pais não foi por terem recebido uma herança para gastarem. Mas todas elas revelam que cada um deles passou algum tipo de necessidade, sofreram muito até chegar o grande dia de reencontrar alguém da família.
Quero chamar sua atenção para uma realidade que está diante dos nossos olhos, mas muitos não querem enxergar. Ou porque pensam que não tenho nada com isso, ou estão envolvidos no processo e, por isso mesmo, tô nem aí. Estamos cercados de pessoas, alguma amigas, algumas parentes próximos, vizinhos, cuja realidade de vida se assemelham a do Filho Pródigo. Dividem o mesmo espaço, porém estão distantes e separados uns dos outros, seja pelo orgulho, pela rebeldia, pela intransigência, ou mesmo falta de amor.
A discordância entre pais é filhos é notória desde que me conheço por gente, o conflito de gerações sempre existiu, mas nada disso constitui-se prerrogativa para justificar a separação, o distanciamento, ou mesmo a morte de um relacionamento, em especial familiar.
O filho pródigo caiu em si quando o dinheiro acabou e ele começou a padecer necessidades. Houve uma fome sobre a terra onde ele se encontrava e, como seu emprego era alimentar os porcos, sentia vontade de se alimentar da comida deles. Lembrou-se que os empregados do seu pai tinham pão para comer e sentiu saudades de casa. O que mais me salta aos olhos nesta história é a atitude tomada por aquele filho. Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos (a história toda você pode ler em Lucas 15:11-32). Ele poderia ter sido orgulhoso e ficado onde estava, mesmo passando necessidade. Todavia, reconheceu o erro e voltou para casa, para reencontrar-se com o seu pai.
Há muitos filhos pródigos dentro de casa, sem terem saído para rua. São maridos que não falam mais com suas esposas; pais que não falam com seus filhos; filhos que não mais se dirigem aos seus pais; e isso tem causado um desencontro dentro da própria casa, dentro do espaço onde poderiam desfrutar da mais perfeita alegria e comunhão, mas suas vidas se tornaram amargas, porque tomaram a decisão errada de não voltar atrás.
Não querem voltar atrás, porque não querem se arrepender; não querem voltar atrás porque não querem ceder; porque o seu ego está acima de todas as coisas; porque pensam o outro não merece que eu me humilhe, e assim vão, etc. etc. etc.
Todas as vezes que a mídia consegue reencontrar um ente querido e fazer aquela pessoa feliz, eu choro. Choro de alegria porque aquela pessoa conseguiu reencontrar alguém que ela ainda ama, conseguiu reencontrar ao mesmo tempo que decidiu pôr uma pedra no passado. Não importa mais se foi ou não abandonado, importa que agora ela reencontrou quem ela tanto desejava reencontrar.
Será que estou sendo claro com você meu querido, minha querida? Será que não está faltando apenas você levantar um lado da cortina e dizer pai, eu amo você, vamos por um fim a este silêncio, vamos voltar a nos amar e a sermos amigos como éramos antes.
Será que você marido não está precisando apenas tomar uma atitude mais adulta e dizer: meu amor, de hoje em diante não vamos mais ficar sem falarmos um com o outro. Eu amo você e sei que você também me ama, e por causa desse nosso amor não vamos mais nos separar haja o que houver em o nosso casamento.
Pode ser, também, que você tenha abandonado os caminhos do Senhor simplesmente porque se desentendeu com algum irmão ou mesmo o pastor da igreja. Creio que já teve tempo suficiente para pensar e chegar à conclusão que precisa tomar uma posição. Jesus não abandonou você, mas você abandonou Jesus por uma coisinha qualquer.
O final da parábola é um final feliz. O pai recebeu o filho de volta e fez uma festa para recebê-lo. Houve júbilo, houve regozijo. O que você ainda está esperando para reencontrar-se com aquele que ama? Levante-se, deixe seu orgulho de lado e vá ao encontro. Pode ser o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, o seu marido, o seu vizinho, um colega de trabalho… E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.


Sou alguém que Deus deu uma nova chance de viver. Após oito cirurgias na coluna lombar (a última dia 23/04/09) e sucessivas infecções hospitalares, venci uma batalha, que durou três anos e oito meses - janeiro de 2006 a setembro deste ano - osteomielite crônica em duas vértebras da coluna lombar. Uma ressonância magnética realizada no dia 25/09/09 constatou que a infecção foi controlada e o local cicatrizado. Sou um milagre vivo do poder de Deus.
Alegre, dinâmico, de bem com a vida. Casado com Sonia Regly há 30 anos. Duas filhas, dois netos.
Pastor evangélico Batista há 17 anos, Pedagogo e Educador Religioso.
Gosto de cozinhar, dirigir, escrever e ler; de crianças, uma boa música; de cheiro de mato, plantas e jardins.
Amo minha família, meus amigos e o meu País. 
































