nov
17
  Exaltação à misericórdia de Deus pelo milagre recebido


Música:
Graça – Milton Marques PIB no Paiol

Fiquei sem postar estes dois últimos meses devido à dificuldade de permanecer sentado e digitar ao mesmo tempo, haja vista que necessito apoiar os braços para obter melhor conforto e evitar as dores na bacia.
Durante este tempo o Senhor tem operado maravilhas na minha vida e da minha esposa, as quais não podemos deixar de compartilhar, ao mesmo tempo render a nossa gratidão a Deus.
No último domingo, dia 11/11/07, pude ir à minha igreja pregar e testemunhar aos meus irmãos os grandes feitos do Senhor, o que muito me alegrou e também à minha família.
O Salmo 103 tem sido para mim um bálsamo, pois tenho feito das palavras do salmista as minhas palavras, pelo cuidado do Senhor para comigo: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao eu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um dos seus benefícios. Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.” (v. 1-5)
Durante estes três anos em que estive doente, várias vezes ouvi palavras sobre a necessidade de perdoar e liberar perdão, em especial, a pessoas da família. Mediante a exortação, pedi perdão e liberei perdão algumas vezes visando acabar com as pendências na minha relação familiar. Além disso, queria estar em plena comunhão com o Senhor. Mas o Senhor queria que eu o fizesse do jeito dEle, sob a orientação dEle, o que fiz recentemente.
Na madrugada de 13 de setembro último, quando o meu estado de saúde piorara bastante e as dores se intensificaram, o Senhor falou comigo no leito, de sorte que a minha vida mudou a partir deste dia: “Eis que te coloco em pé. Eis que restabeleço minha aliança contigo. Eis que requeiro de ti que promovas um conserto em família. Eis que exijo de ti que vás a cada um da tua família pedir perdão e liberar perdão”.
Eu não conseguia deitar, levantar, sentar e caminhar sem a ajuda da minha esposa ou de quem estivesse por perto. Quando o Senhor me disse: “Eis que te coloco em pé” senti vontade de ir ao banheiro e pensei: “e agora, acordo a Sonia ou tento me levantar?”. O Senhor continuou falando comigo: “isso mesmo, levante, vá ao banheiro”. Levantei-me com todo cuidado e com insegurança. E o Senhor continuava a falar: “isso mesmo, vai doer um pouco, mas você vai se levantar e sair da cama”.
Levantei-me, fui ao banheiro. Depois fiz e tomei o café e voltei para a cama. Deitei-me sem a ajuda da minha esposa. O Senhor continuou me orientando como fazer e tem sido assim: o Senhor me falando, me conduzindo os passos, me dizendo o que fazer e não fazer, como um pai que orienta seu filho que está começando a andar; que o pega pela mão e vai soltando aos poucos.
A dor intensa que sentia na coluna, que me obrigava a tomar remédios à base de morfina, não sinto mais. A bombinha que usava desde a infância, para as constantes crises de bronquite, não uso mais. Minha pressão arterial regularizou; não precisei tomar mais remédios para dormir, prescritos pelo médico: agora deito e durmo logo.
Quando da penúltima cirurgia, sofri uma trombose na veia femoral, a qual comprometeu também todas as demais da perna esquerda. Analisando o exame, realizado em fevereiro desse ano, o médico me dissera que poderia levar um ano, dois anos ou não mais vascularizar (desentupir totalmente), haja vista o estado em que as veias ainda se encontravam, apesar de tomar as medicações prescritas e seguir suas orientações. Recentemente, no final de outubro, o exame mostrou que a femoral já foi desobstruída em 50% e as demais abaixo dela, que estavam também entupidas, estão totalmente desobstruídas. A perna já não dói e nem incha como antes.
As dores que ainda sinto estão localizadas na região da bacia, de onde foi retirado um pedaço grande do osso para fazer o enxerto na coluna. Tenho dificuldades para sentar e permanecer sentado, pois dói as juntas. Sinto dificuldades para caminhar, mas, como disse o médico, tudo ainda está muito recente. Todavia, nada mais está como antes. O tempo previsto pelo médico é que leve de seis meses a um ano para cicatrizar e parar de doer. O tempo de Deus, porém, é outro e aguardo ficar livre das dores antes disso.
A todos quanto fui pedir perdão, não só recebi o perdão mas, juntamente com ele, palavras carinhosas de todos, sem exceção. Da minha neta de cinco anos ouvi: “eu te perdôo vovô”; do meu sogro: “rapaz, eu sempre te amei”; e também dos demais ouvi palavras de amor. Nossas reuniões de família não são mais as mesmas, tem havido muita alegria e regozijo por tudo quanto Deus tem feito no meio de nós.
Tenho passado por sucessivas avaliações médicas e o que tenho ouvido é: “você está ótimo fisicamente; precisa se submeter ao repouso para, em breve, readquirir a qualidade de vida que tanto tem almejado”.
O tempo de Deus para mim é também de descanso. Tudo o que ainda estou passando faz parte do processo de recuperação e repouso, pois o Senhor também me falou que estava me colocando, e também a Sonia, no descanso dELE. Tenho sido por Ele ministrado na palavra, nas visitas recebidas; através dos emails, mensagens e telefonemas.

Tenho a dizer ainda que: “Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que eu aprendesse os teus decretos” – Salmo 119:71. Ao Senhor seja dada toda honra e toda glória! Amém!

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