jan
22
  Para Deus nada será impossível

Música: A cura – Cassiane

Música: Não ceda – Rose Nascimento

Música: Quem foi que disse? – Léa Mendonça

Dois meses após ter sido operado pela 7ª vez (01/08/07), um ponto da cirurgia abriu. A princípio, a suspeita era que apenas o tecido estava infeccionado. Todavia, tendo decorrido quatro meses (09/12/07), a tomografia apontou uma nova infecção óssea, em local distinto das anteriores. Não preciso dizer que isso nos abalou e desestruturou inicialmente. Porém, tendo-nos acomodado à nova situação (no sentido de aceitar a realidade e fazer o que é necessário: orar, exercitar a fé, crer e agir) aguardamos no Senhor e começamos a obter respostas.

ÚLTIMA TOMOGRAFIA

O quadro que ora apresento ratifica resposta de Deus às nossas orações: não quero ser operado novamente, tampouco ficar internado mesmo que seja para tomar medicação via oral, que era a estratégia inicial dos médicos. Estou tratando da nova infecção em casa, junto aos meus e o que é melhor, vendo resultado acontecer, pois a ferida está quase fechada. Hoje a purulência se reduz a um pontinho insignificante. Internamente só o tempo vai dizer, mas cremos que Deus atenderá também esta necessidade, curando-me internamente de uma vez por todas.

Estive no médico que me operou na última quarta-feira (16/01/08). Fiz um raio-x e foi constatado na avaliação que os dois parafusos em L1 se desprenderam parcialmente. Não se sabe se eles se desprenderam em virtude de processo infeccioso ou o enxerto ósseo feito não sustentou os parafusos. Somente a nova tomografia vai mostrar o que aconteceu de fato. Todavia, não há risco de dano ou lesão a órgãos internos.

Fui informado de que:
- o estado em que se encontra a minha coluna não permite a realização de outra cirurgia em um período mínimo de um ano;
- terei de continuar a antibioticoterapia por tempo indeterminado e “torcer” (palavra do médico) para que a calcificação do local ocorra mesmo sob infecção;
- acompanhamento bimestral através de tomografias de modo a avaliar se há evolução ou involução do quadro infeccioso ora detectado;
- farei nova tomografia após o carnaval, quando a antibioticoterapia terá completado 30 dias; esperamos em Deus que ela já mostre a involução do processo.

Fisicamente estou bem. As dores que sinto não são mais na coluna lombar, mas na região da bacia, de onde foi tirado o pedaço do osso para enxerto, que ainda não cicatrizou. Estas dores são bem mais amenas que as da coluna. Há que se considerar que o longo período que fiquei internado em 2006 acarretou um processo inflamatório na cabeça dos dois fêmures (bursite), o que provoca dores quando fico sentado por longo período ou quando fico muito tempo em pé ou ainda quando ando bastante. É engraçado isto: todos os esforços que faço nada mais são do que a rotina diária normal de um ser humano. Logo, os esforços são sinais de que estou vivo e bem de saúde exceto naquilo que já sabem.

Sonia está se recuperando bem da cirurgia de tireóide. Está bastante agoniada com o corte, o inchaço, a cicatriz e a dificuldade para engolir e falar. O calor incomoda, pois o local coça e irrita. Em contra-partida, Sonia gosta de cantar e não pode fazê-lo. A cirurgia mexe com as cordas vocais e o médico que é assim mesmo por uns tempos. Engolir é também um problema, mas o melhor de tudo é que já fez a cirurgia e a recuperação está sendo ótima.

Sonia aguarda para operar o septo nasal, pois este é um problema mais sério, por causa das apnéias. Como pode ver, estamos passando por uma reforma física. Porém, como diz o apóstolo Paulo, o interior se renova a cada dia(II Coríntios 4:16).

O nosso desejo é que, em breve, possamos todos nos lembrar deste momento apenas como uma etapa vencida e testemunharmos nossa vitória.

Peço que se juntem a nós em oração, não para pedir, mas para agradecer a Deus por todas as bênçãos que nos foram concedidas até aqui. Andar, levantar, sentar, escrever este post, dentre outras coisas, é um milagre, pois minha coluna está bastante danificada. O Senhor é tremendo em seus feitos! Aleluia!

O Senhor tem cuidado de nós a cada dia, de maneira carinhosa. Temos experimentado o seu cuidado e fidelidade a todo instante. Tenho sido ministrado diariamente pelo Senhor através da Sua palavra, dos livros, das visitas, videos, mensagens, telefonemas. De setembro do ano passado até o momento li: “Derrubando Golias”, “Dias melhores virão”, “3:16″, “Todo dia é um dia especial”, “Nas garras da graça” e “Ele ainda remove pedras (este, pela segunda vez)”, de Max Lucado; “Vivendo com propósitos”, Ed René Kivitz; “Deus trabalha no turno da noite” , Ron Mehl. Ouvi várias mensagens, em especial, “O milagre que não se esperava”, Lanna Holder e “Aqueles que são preservados pelo Senhor”, Pr. Luiz Antonio. Tenho sido confortado e fortalecido diariamente pelos e-mails com palavras de carinho e mensagens lindas enviadas por pessoas que se juntaram a nós nesta batalha. Tenho alegrado meu coração com os cânticos colocados por Sonia nos momentos mais difíceis. Deus os recompensará por isto.

Faço minhas as palavras do salmista Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos – Salmo 119:71.
Abraço carinhoso de quem os ama e estima.





jan
10
  Nicole: vitoriosa do povo de Deus

Nicole: “Vitoriosa do povo de Deus”

Débora de Deus Boaventura é a autora e dona do testemunho que você lerá a seguir. Débora: do hebraico, “abelha, ou: dizer palavras bondosas, de Deus – de Deus duas vezes: no nome e serva do Senhor. Boaventura “Bem-aventurada, abençoada”. Sua história revela o amor e a fidelidade de Deus, além dos livramentos e milagres operados em sua vida.


Música: “Pra sempre em meu coração” – Cristina Mel

“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” – Filipenses 3:13-14

Assim que me reconciliei com o Senhor, em março 2005 e batizada cinco meses depois, orei ao Senhor pedindo que me moldasse, que me tornasse mais semelhante a Ele. A cada dia, o Senhor me alimentava através da palavra. Nesse período, Ele me deu dois textos: Josué 1:9 e Isaías 41:9-10.

Eu não sabia o que estava por acontecer na minha vida. Mas o Senhor, na sua Onisciência sabia. Guardei em meu coração estas palavras.
Engravidei pela primeira vez em julho de 2005 e consagrei a gravidez ao Senhor. Submeti minha vida inteiramente à vontade dEle. Foi quando o Senhor me falou claramente “Que era para eu não temer; que Ele me ajudaria, me guiaria, me fortaleceria e que, naquele momento, estava colocando um anjo ao meu lado. O Senhor me disse ainda que derramaria uma unção na minha vida, na minha família e na igreja”.
Conforme a gravidez se desenvolvia, na maioria das vezes que meditava na palavra sempre me deparava com a expressão “Não temas”.
Comecei a passar mal com 13 semanas de gestação (outubro 2005). Fui submetida a uma cerclagem para fechar o colo do útero.
Tive várias infecções e fui internada seis vezes. Mesmo sob repouso absoluto tinha contrações constantes. Em tudo o Senhor me confortava!
Todas as vezes que fui internada fiquei ligada a um aparelho que controlava a dosagem de medicamento a ser injetado em mim periodicamente. Na internação de dezembro de 2005, percebi, num dado momento, que a medicação entrava sem controle; o aparelho começou a apitar, indicando algo errado. Chamava a enfermeira e ela não detectava o problema. Todavia, comecei a ficar sem respiração e a ter uma taquicardia. Clamei: “Senhor, faz alguma coisa!” E o Senhor me respondeu: “Vos dei autoridade”. Compreendi que se tratava de um ataque do Inimigo contra a minha vida e o repreendi em nome de Jesus. Na mesma hora o aparelho parou de apitar e voltei ao normal.
Depois desta internação, voltando para casa, perguntei ao Senhor onde estava o anjo que Ele tinha colocado ao meu lado e Ele me mostrou o anjo em cima do carro que eu estava, em uma visão magnífica.
Em 25 de janeiro de 2006 fui novamente internada, mas recebi alta logo em seguida, sob compromisso de ir para a casa de alguém que pudesse cuidar de mim diretamente. Fui, então, para o apartamento de uma prima.
No dia 9 de fevereiro, meu tio, que é pastor da Igreja Presbiteriana, levou a Ceia para mim, e leu o Salmo 37:1-8.
Não entendi o porquê daquela palavra, porém, mais uma vez o Senhor estava cuidando de mim e me preparando para o que haveria de acontecer. Naquela mesma noite passei mal e fui novamente internada. Daniela nasceu de madrugada, às 2h20m. Foi para a UTI Neonatal. Nasceu com 30 semanas de gestação, pesando 1,380Kg e 47 cm.
No dia 12, à tarde, estava orando pela Dani com a mão sobre o corpinho dela, dentro da incubadora, repreendendo todo mal em nome de Jesus. Foi quando o Espírito Santo falou ao meu espírito: “Não tem mal nenhum aí”. Aí, olhei perplexa para ela e pensei: “Não tem? Como não tem? Ela está entubada e cheia de aparelhos e medicamentos?” O Espírito repetiu: “Não tem. Ela é minha filha eu a criei”. Então, percebi que eu não tinha o controle sobre a vida dela e que Deus a amava muito, mais do que eu, com um amor perfeito. Que Ele é Deus e que eu não poderia contender com Ele. Retirei a mão e orei: “Pai, ela é tua, seja feita a tua vontade”.
À noite, a médica nos chamou e falou que ela havia falecido. Neste momento fui congelando dos pés à cabeça e sentia como se fosse perder o juízo. Clamei: “Senhor, o que está acontecendo?” O Senhor começou a sussurrar no meu ouvido docemente Isaías 55:8-9 e repetia, repetia… Até que um fogo consumidor começou a descer do alto da minha cabeça em direção aos meus pés consumindo todo o gelo, preenchendo o meu espírito com uma paz sobrenatural, embora a minha alma estivesse sentindo ao mesmo tempo uma dor dilacerante.
Depois de um período de luto tirei os olhos do Senhor e comecei a idolatrar a dor. Em conseqüência do meu pecado perdi a comunhão com o Senhor e comecei a desfalecer.
Quando saía de casa, após o falecimento da Daniela, passei a nutrir um sentimento de inveja por mulheres grávidas. Então o Senhor me trouxe à memória o salmo 37 e me fez entender que se eu permanecesse Nele, satisfaria o desejo do meu coração. Pedi perdão.
Quando já não agüentava mais, jejuei e pedi ao Senhor misericórdia; que Ele me mostrasse o que estava acontecendo, onde eu estava errando, porque eu estava perecendo. Então o Senhor me levou a meditar em Gênesis 19:17.
Mostrou-me que eu precisava me arrepender e fixar os olhos em Jesus. Obedeci imediatamente.
Após duas semanas fui ao culto. Na hora do louvor, quando cantávamos “Estou sarada pelo nome de Jesus”, o Senhor me perguntou onde estava a minha dor. Foi então que percebi que estava totalmente curada. Isso aconteceu em junho de 2006. Aleluias!
Engravidei novamente em setembro. Antes de buscar o resultado, o Senhor falou comigo em Jeremias 29:11-14a e 32:27.
Fisicamente, a gravidez da Nicole foi mais tranqüila, mesmo tendo feito a segunda cerclagem. Quando estava na 24ª semana de gestação entrei em trabalho de parto prematuro e tive que ficar sete dias internada para reverter o quadro. Entretanto, foi um período no qual travei batalhas espirituais grandiosas, principalmente pelo meu casamento. Estas, me domaram e fortaleceram o meu espírito. Em todo o tempo o Senhor me amparou e me alimentou: Jó 42:2; Isaías 54:5-6; Provérbios 3:25-26, 4:25-26, 23.17-18, 25:15 ; I Pedro 2:21-23; Hebreus 12:2; II Reis 6:16-17, 13.15-19; Salmo 27:13-14; Romanos 8:24-25, 28; Deuteronômio 31:6; Gálatas 6:9; Jeremias 31:16-17a.
O Senhor me deu também uma promessa em especial: “Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também, hoje, vos anuncio que tudo vos restituirei em dobro” Zacarias 9:12.
No dia 16/04/2007 fui até a minha Igreja Batista Ebenézer, para orar na parte da manhã. Clamei por misericórdia, pois já não suportava mais as batalhas. Depois de algum tempo orando, o Senhor me deu a mesma palavra que Ele havia me dado no momento em que eu recebia a notícia do falecimento da minha primeira filha – Isaías 55:8-9 e Hebreus 10:23.

Assim que cheguei em casa, entrei em trabalho de parto, fui para o hospital e nasceu a Nicole. Nicole nasceu prematura de oito meses, pesando 2.430Kg, medindo 47cm, mas não precisou ficar nem um minuto na UTI. Durante toda a gravidez eu clamava por misericórdia e pedia para que ela não passasse pela UTI. A promessa estava se cumprindo e o Senhor me falou que estava me restituindo a filha e o amor no meu casamento.
Nicole significa “Vitoriosa do povo de Deus”. Este nome foi escolhido com a orientação do Senhor e representa a minha vitória sobre todas as batalhas espirituais que travei e a resposta dos clamores que muitos irmãos levantaram pelas nossas vidas. DEUS É FIEL! Glórias ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo! Amém!
A resposta do Senhor do porquê dessas provações em minha vida foi Deuteronômio 8:1-3 e 5-6.
Débora de Deus Boaventura

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