FAMÍLIA DÊ UM TEMPO PARA DEUS HOJE
Música 1: Eternos namorados – Cassiane& Jairinho
Música 2: O amor jamais acaba – Prisma Brasil
Música 3: Família abençoada – Cassiane & Jairinho
Aproveitando a oportunidade nesse Mês da Família, quero compartilhar o que Deus tem colocado em o meu coração. A queixa da maioria dos seres humanos nestes dias é a falta de tempo. A maioria diz que não tem tempo e, como conseqüência, acabam priorizando coisas que poderiam deixar de lado, enquanto outras mais importantes não são abraçadas. Dentro da perspectiva do tempo estão as oportunidades. Estas, uma vez perdidas, não temos como recuperá-las ou voltar atrás.
Esta semana dei uma parada para meditar exatamente sobre a questão do tempo. Optei por ler e meditar no capítulo 3 (1-8) de Eclesiastes. A maioria das vezes que li esta passagem, deti-me apenas aos versículos, não me lembro de ter parado para examinar, mais detidamente, os sinônimos das palavras ali listadas. Hoje fui mais além e pude ver que Deus tem muito mais a nos ensinar acerca do tempo.
Penso que está faltando às famílias dar um tempo para Deus e também para si. É sobre isto que quero discorrer. Estou, ao mesmo tempo, falando para mim e para você, que também tem uma família.
Vs. 1 – TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
TEMPO: oportunidade para a realização de alguma coisa.
PROPÓSITO: intenção de (fazer algo); projeto, desígnio; aquilo que se busca alcançar quando se faz alguma coisa; objetivo, finalidade, intuito; aquilo a que alguém se propôs, por que se decidiu.
DESÍGNIO: idéia de realizar algo; intenção, propósito, vontade.
Deus se dignou em separar um tempo para criar a família. Dignou-se ainda a dar a mim e a você esta oportunidade ímpar – viver em família – dentre o infinito dos seus projetos na criação. O seu propósito é que sejamos abençoados para abençoar outras famílias. Este é o seu desígnio, esta é a sua vontade. Vontade esta voltada para o meu e o seu bem estar. Vivendo este desígnio estaremos glorificando o nome dEle em toda a Terra.
Vs. 2 – Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
O tempo de nascer já aconteceu com cada um de nós. Nascemos, estamos aqui, vivendo as nossas vidas. E o tempo de morrer é uma realidade que “poderemos” enfrentar a qualquer momento (leia I Tessalonicenses 4:16 e 17 para compreender melhor o poderemos. Jesus está voltado e é certo que nem todos nós experimentaremos a morte, mas seremos arrebatados. Não falaremos sobre isso agora).
Há um também um desígnio estabelecido diante da morte: é preciso estar pronto para se encontrar com Deus, a isto a Bíblia chama pôr em ordem a tua casa (II Crônicas 20:1), a sua vida. Diante desta realidade, faz-se necessário parar, dar um tempo, para repensar, rever e resolver pendências com o nosso semelhante. É na família onde temos as maiores pendências a serem resolvidas. Ingratidão, falta de liberação de perdão e de pedidos de perdão, dentre outras. É neste tempo, quando ainda estamos vivos, que temos de acabar com as pendências e resolvê-las de uma vez por todas.
Vs. 3 – Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de curar as feridas, abertas por uma discussão, por palavras proferidas num momento em que os ânimos estavam mais exaltados. Tempo de conduzir ou ser conduzido à virtude, pelo exemplo ou pela palavra. Isto se chama edificar. Tempo de tomar uma decisão, uma posição; de reverter uma situação adversa ou o que está derribado. Tempo de procurar o outro para reconstruir o que foi derribado, para reconciliar-se.
Vs. 4 – Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Se até aqui o tempo foi de chorar e de prantear, por causa de alguma coisa ou coisas erradas que fizemos, Deus quer que vivamos, agora, o tempo de rir e de jubilar. Dançar lembra festa e festa nos conduz à alegria, à celebração. É provável que antes de rir e se alegrar, tenhamos de derramar algumas lágrimas de arrependimento, de quebrantamento, para que sejam arrancadas dos nossos corações as raízes de amargura, de ressentimentos, as mágoas armazenadas ao longo dos anos, para, então, rirmos à vontade e jubilarmos perante os nossos e também perante ao Senhor.
V. 5 – Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
É provável que a maioria de nós nunca tenha atentado para a magnitude do abraço. Eis alguns dos seus muitos significados: “abraçar é envolver (algo ou alguém) com os braços, mantendo-o junto ao peito; dar abraços recíprocos; unir-se estreitamente; agarrar-se, ligar-se, entrelaçar-se a; dispor-se em torno de; cercar (de cuidados) , envolver (com carinho), demonstrar afeto, demonstrar amizade. Significa ainda: junção ou união de coisas ou pessoas; aderência, fusão; assumir como seu (princípio, idéia etc.); adotar, seguir; começar a trabalhar por, dedicar-se a; tomar como responsabilidade; tomar para si” (Dicionários Aurélio da Língua Portuguesa e Houaiss).
Viu quanta coisa boa abrange um abraço? Tem gente mais amiga de quem não é amigo verdadeiro, do que amigo dos seus. Tem gente mais amiga dos animais do que amigo dos seus entes queridos. Nada contra os animais. Contudo, se não há amor pelo seus, algo está errado na família. Se não há amor pelo seu semelhante, não há amor a Deus.
O que nos proporciona um abraço? "Um abraço nos proporciona proteção, segurança, confiança, força, saúde, auto-valorização". Através do abraço “transmitimos nossas emoções, recebemos carinho, trocamos afeto, compartilhamos alegria, amenizamos dores, demonstramos amizade, doamos amor, expressamos nossa humanidade".
V. 6 – Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Buscar é esforçar-se por achar; tratar de procurar. Busca-se muito nesta vida: a fama, o sucesso, a riqueza… Por que não buscarmos o outro? E esse outro não é um estranho, faz parte de você, da sua casa, da sua família. É o filho, a filha, o marido, a esposa.
V. 7 – Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Quando era o tempo de estar calado, pode ser que tenhamos falado o que não devíamos, o que não gostaríamos. Mas não resistimos e acabamos falando. Ofendemos, magoamos. Proporcionamos ao outro tristeza, abrimos feridas no coração das pessoas que mais amamos.
Tempo de falar. É provável que, neste tempo de falar, estejamos indecisos, como medo do que o outro possa dizer; se haverá novas ofensas, retaliações… Falar o que? É tempo de confessar o erro, confessar o pecado, confessar as culpas; de dizer que as palavras proferidas anteriormente não expressam a verdade, não representam o conceito verdadeiro que você tem do seu filho, da sua filha, da sua esposa, do seu esposo. Então é hora de dizer “perdoa-me por tudo” e listar todas as coisas que precisam ser consertadas. Peça a Deus sabedoria, coragem, para abrir a boca e dizer não era nada disso o que eu tinha para dizer. Na verdade eu amo você.
V.8 – Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Vivemos um paradoxo na família em que amar é fácil e difícil ao mesmo tempo. Por que será? Creio que a resposta é simples: por causa da dureza dos nossos corações. Antes de nos casarmos nos propomos amar um ao outro e também aos nossos filhos. Mas logo em seguida nos deparamos com atitudes, gestos e palavras que expressam tudo, menos amor. Amar é, dentre outras coisas, uma decisão. É preciso ceder, dar sem almejar nada em troca. O amor em família deve ser semelhante ao amor de Deus: sem medida, incondicionalmente. “o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I aos Coríntios 13:7).
Há famílias que enfrentam hoje muitas incertezas: se o casamento permanecerá de pé, se o filho ou a filha que saiu de casa vai aparecer ou dar notícias, se as promessas de amor mútuo serão cumpridas ou retomadas, se o filho ou a filha, que hoje vive afastado dos caminhos do Senhor se reconciliará com Ele, se o que está preso ao vício das drogas, ou envolvido com o tráfico será liberto, e tantas outras coisas que fizeram você perder a esperança. Ainda assim, que a sua decisão em família seja hoje a de amar, a começar por você.
Deus ainda não terminou o seu projeto com a sua família. Ele determinou um tempo e há oportunidade para todo o propósito debaixo do céu. O tempo é agora, o propósito é que a sua família seja abençoada, para ser uma bênção e abençoar outras famílias.
Minha oração por você e a sua família: Senhor, a pessoa que está lendo este post, se o faz, é porque ainda tem uma esperança; crê que Tu podes reverter o quadro e restaurar a sua família. Proporcione o encontro e o reencontro, a reconciliação; que haja confissão dos erros, mas que haja também o perdão. Que haja lágrimas, mas que haja também a alegria e o sorriso. Se até aqui houve mágoas e ressentimentos, que daqui por diante haja amor. Restaura, Senhor, esta família, para honra e glória do teu santo nome. Que a tua paz esteja presente no lar desta pessoa. Em o nome de Jesus eu te peço e já te agradeço. Amém!
Que Deus abençoe tremendamente a sua família!

Sou alguém que Deus deu uma nova chance de viver. Após oito cirurgias na coluna lombar (a última dia 23/04/09) e sucessivas infecções hospitalares, venci uma batalha, que durou três anos e oito meses - janeiro de 2006 a setembro deste ano - osteomielite crônica em duas vértebras da coluna lombar. Uma ressonância magnética realizada no dia 25/09/09 constatou que a infecção foi controlada e o local cicatrizado. Sou um milagre vivo do poder de Deus.
Alegre, dinâmico, de bem com a vida. Casado com Sonia Regly há 30 anos. Duas filhas, dois netos.
Pastor evangélico Batista há 17 anos, Pedagogo e Educador Religioso.
Gosto de cozinhar, dirigir, escrever e ler; de crianças, uma boa música; de cheiro de mato, plantas e jardins.
Amo minha família, meus amigos e o meu País. 






























